"Não escolhemos vir ao mundo, mas temos o direito de escolher onde viver a eternidade."
30
mai2010

Prova da Fé

blog30052010

1
fev2010

De Ateu a Filho de Deus!

Rafael Silvestre José, de 23 anos, era ateu desde os 17 anos. Sua postura se definiu devido a vários questionamentos que surgiam em sua mente, dentre os quais, os principais foram: por que Deus permitia que tanto mal acontecesse no mundo? Por que um Deus era mais válido que outro?

“As ações do catolicismo me causavam muita confusão: maus testemunhos de pessoas que se intitulavam cristãs, porém suas vidas não mostravam isso; seu comportamento não atuava como os ensinamentos bíblicos que eu conhecia, porque, como ateu, não acreditava na Bíblia, mas lia para encontrar nela justificativas para a minha descrença. Meus amigos pensavam como eu, aliás, muitos já tinham suas dúvidas e se assumiram ateus uma vez que eu, com os meus fundamentos, os influenciava para o ateísmo.

Minha ideia em relação à Igreja Universal do Reino de Deus era totalmente fundada nos noticiários. Nunca me dei ao trabalho de investigar melhor aquilo que ouvia. Admito que foi um dos maiores erros que eu cometi. Uma das grandes ideias que só me vinham à cabeça quanto à Igreja era dos supostos "escândalos" que havia muito tempo apareceram na televisão, em relação a dinheiro, dízimos e ofertas, o que as pessoas davam e ao uso que era dado a este dinheiro.

Há cerca de 2 meses e meio cheguei à Igreja Universal do Reino de Deus através do convite de uma pessoa muito estimada. Eu só acreditava naquilo que via, mas logo soube que esta pessoa estava possessa por espíritos malignos quando presenciei sua manifestação. Esta foi a razão para eu começar a questionar a minha postura ateísta. Será que aquilo que eu dou por certo, que é o plano material, é a única coisa que existe?

Decidi frequentar a Igreja para apoiá-la no processo de libertação. Durante as reuniões, vi esta pessoa voltar a ficar possessa, porém, através da oração de autoridade que o bispo ministrou naquele momento, a libertou e ela ficou bem. Eu mesmo cheguei a passar mal. Senti mal-estar, tremores, uma pressão sobre meu corpo como se algo me puxasse para baixo. Ver toda aquela autoridade do bispo sobre aquelas forças malignas, pôs em causa tudo o que eu acreditava. Eu quis entender de onde vinha aquele poder. As dúvidas abundavam em minha mente. Conversei com um dos membros da Igreja e este me orientou que, então, fizesse uma prova com Deus através do dízimo. Dizimei, pedi prova a Deus e tive resposta, foi impressionante. A partir de então, passei a buscar ajuda de Deus, do bispo e do pastor. Passei a ler a Bíblia para esclarecer minhas dúvidas e, pela primeira vez, comecei a encontrar respostas.

Em uma das reuniões dos Filhos de Deus, me chamou a atenção que era preciso enterrar toda uma vida pecaminosa e nascer para uma nova vida. Agora sei que sou humano e pecador, mas só em Jesus encontrei arrependimento e perdão. Decidi entregar a minha vida nas mãos de Deus e aceitei a Jesus Cristo como Senhor da minha vida. Me batizei nas águas e nEle encontrei forças para lutar contra meu eu.

Hoje, participei pela primeira vez da Santa Ceia e foi mesmo especial. Pude participar do corpo e do sangue de Cristo. Para mim, isto é experimentar ter fé. Não foi palpável, não foi material. Acredito que através destes elementos (pão e vinho) estou em Comunhão com o Corpo de Cristo.

Tudo ficou transparente na minha mente. Entendi o valor do verdadeiro sacrifício, que não é só o sacrifício em si, há muito mais por detrás do que realmente agrada a Deus, e é isso que mostra a nossa fé, desapegar-nos daquilo que nos prende ao materialismo e confiar somente em Deus. Esta é a fórmula do milagre: entregar-se e confiar plenamente em Deus, sem duvidar.

Há uma sede dentro de mim, de que o Espírito Santo me preencha por completo. Estou lutando diariamente para alcançar e vou conseguir. Hoje eu acredito!”

17
jan2010

A Cega

blog17012010

Havia uma garota cega que se odiava pelo fato de ter nascida cega. Também odiava a todos, exceto seu namorado.

Um dia, ela disse que se pudesse ver o mundo se casaria com ele. Em um dia de sorte, alguém doou um par de olhos para ela, então, seu namorado lhe perguntou: “Agora que você pode ver, você se casa comigo?”

A garota estava chocada quando ela viu que seu namorado era cego. Ela disse: “ Eu sinto muito, mas não posso me casar com você porque você é .... cego.”

O namorado, afastando-se dela, em lágrimas, disse: “Por favor, apenas cuide bem dos meus olhos. Eles eram o melhor que eu tinha.“

Nunca despreze quem lhe ama. Às vezes, as pessoas fazem certos sacrifícios e nem consideramos. Não obstante Jesus ter doado Sua vida inteira, mesmo assim, a maioria O despreza.

29
dez2009

Minha própria novela romântica

A caligrafia era perfeita, a carta parecia que estava toda coberta de ouro, meus olhos ficaram azuis. O sentimento era inexplicável. Não foi a carta em si que tornou aquele momento tão especial para mim, e sim a maneira como tudo aconteceu a partir de uma simples confiança em Deus. É como se eu estivesse sendo recompensada por dar a Ele o domínio em minha vida.

Imediatamente me lembrei do sacrifício na campanha de Israel anterior. Havia sido um anel, mas não apenas um anel de ouro, ele era o meu único anel. Meu pai tinha me dado como presente de aniversário de 15 anos. Significava muito para mim, tanto que ele era tudo o que eu tinha para sacrificar. Eu não trabalhava, não tinha nenhum dinheiro nem nada de valor.

Após colocá-lo dentro do envelope, me senti orgulhosa da minha fé de certa forma, como se eu tivesse finalmente feito algo com ela em todos aqueles anos. Eu pedi a Deus por uma coisa naquele envelope, eu queria me casar com o meu primeiro namorado, o qual viesse dEle (e de ninguém mais).

Eu era a filha do bispo, todos queriam arranjar alguém para mim. Aos olhos deles, eu estava disponível. Aos meus olhos, eu não estava. Queria que Deus me preparasse alguém porque eu sabia que escolheria uma pessoa perfeita para mim. Deus sabia das minhas expectativas e assim não seria nada mais, nada menos do que eu esperava.

Quando Renato (hoje meu marido), do nada, me escreveu aquela carta de amor, sem nem ao menos ter me conhecido ou falado comigo, foi como se Deus tivesse escrito o romance perfeito para mim.

Eu não conseguia parar de sorrir e tenho a sensação de que Deus também não.

Na fé.

Cristiane Cardoso

9
dez2009

Oferta Viva

“Minha maior prova de total entrega é que meus filhos não foram educados para receber herança nem servirem a si mesmos”

Eu viajo pelo mundo afora, mas não conheço quase nada a não ser a natureza do lugar que me apaixona toda vez. Meu hobby é tirar fotos e guardá-las no meu computador, que, por sinal, está sempre me dando problemas de memória.

Sou apaixonado pela minha esposa e não fico sem ela nem um minuto. A Ester não precisa de uma maquiagem forte, muito menos de plástica. Ela só precisa colocar o cabelo para trás e eu a acho linda! Meus filhos são o fruto do nosso amor. Tenho prazer em estar com eles, mas eles sabem que não têm herança financeira.

Eu não tenho nada e muito menos eles. Tudo que eu uso é da Igreja, e isso digo com todo prazer em meu coração. Faço o que faço para Deus, não para mim nem para minha família. Meus filhos sabem que se não usarem a fé, estarão perdidos!

Quando casei as minhas filhas, ainda bem jovens e muito inexperientes, o fiz pela fé, pois sabia que, ao casá-las com homens de Deus, tudo daria certo. Meus genros viraram filhos próprios.

Praticamente moro num avião. A Ester já consegue fazer uma mala em poucos minutos. Quando estamos quase acostumando com a diferença de horário, viajamos de novo, e a idade, nessas horas, se mostra presente.

Vibro em estar com os meus colegas na fé. Eles são mais irmãos do que outra coisa. Temos a mesma fé, o mesmo objetivo e o mesmo ideal. Somos todos iguais, participamos das mesmas alegrias e tristezas porque somos um no Senhor. Eles sabem que sou um homem como qualquer outro e, mesmo assim, me respeitam. Eles me respeitam porque veem a ação do Espírito Santo em mim.  Somos simples, somos o que somos, gostamos de ficar à vontade, de vestir roupas confortáveis sem preocupação com grifes.

Pulo como uma criança quando recebo uma revelação de Deus e não consigo guardar nem por 5 minutos. Ligo para todos e passo em frente. Eu não guardo nada na manga. O que Deus me deu, eu tenho passado e o que Ele me der, vou continuar passando para todos.

Somos idealistas. A única coisa que pedi a Deus foi ganhar almas para o meu Senhor. No mais, quem acreditar, amém! E quem não acreditar... E daí? Não dou a mínima para quem não acredita.

Minha maior prova de total entrega é que meus filhos não foram educados para receber herança nem servirem a si mesmos. Não os criei para a minha glória, mas para a dAquele que me chamou.

Nossas vidas são constantes ofertas vivas no Altar de Deus.

Deus abençoe aos que creem!

4
dez2009

Profecia, Visão e Sonhos

1

Sonhar é uma característica inerente a todo ser humano. Mas, a realização de um sonho só acontece se, antes, ele for concebido através da fé sobrenatural.

Esse tipo de fé não existe por obra do acaso. A fé sobrenatural só é alcançada por meio da meditação na Palavra de Deus. A Promessa remove a cegueira espiritual e dá à pessoa a visão da grandeza de Deus e de Sua vontade. Mas a ação humana é a chave de ignição da fé sobrenatural.

Ao longo da história da humanidade, o Espírito Santo tem protegido a autenticidade de Sua Palavra para que nem um “i” ou “til” passe sem que ela se cumpra. (Mateus 5.18) Contudo, o registro da Palavra de Deus na Bíblia não basta para que Ela se cumpra. É preciso acreditar e assumir essa Palavra, do contrário, nada acontece.

Mas, é necessário discernir o que é meramente um desejo humano do que é um sonho nascido do coração de Deus. Quando Deus nos dá um sonho também dá a fé para realizá-lo.

Ao nutrir o sonho de salvar sua família daquela geração corrupta e pagã, Noé recebeu de Deus a visão da arca e as instruções de como construí-la. Mas acreditou nessa promessa, mesmo sendo considerado louco por muitos.

Abraão sonhava ter um filho e Deus lhe deu condições físicas para realizá-lo. A situação parecia biologicamente improvável, mas Abraão acreditou e alcançou.

O profeta Elias tinha o sonho de desmascarar os profetas de Baal. Quando a oportunidade se apresentou, Deus lhe deu a devida fé para realizá-lo.

Paulo também teve o sonho de anunciar o Evangelho entre os gentios (não judeus). Deus lhe deu fé e coragem para fazê-lo.

Mas estes e todos os demais tiveram, de uma forma ou de outra, de pagar o devido preço da conquista. Não há realização de sonhos sem o sacrifício.

30
nov2009

O Sentido do Sacrifício

1

Estamos vivendo um momento muito forte, no Brasil e  no mundo, com a grande campanha da Fogueira Santa de Israel.
Para quem será meu sacrifício, e qual a minha intenção em apresentá-lo?

A raiz que da origem à palavra sacrifício é, em latim, sacer. Esta raiz tem o sentido de algo que não pode ser tocado. Daí, passou a significar: o que pertence ao mundo do divino.
Sacramentum: no início, juramento prestado a Deus;
Sacrifícium: o que é oferecido a Deus e torna-se sagrado. Ou o próprio ato de oferecimento.
O estudo das antigas civilizações revela que todos os povos ofereciam sacrifícios a Deus ou a seus falsos deuses. Em Roma, na África, na Índia, etc. Na Bíblia, o sacrifício aparece logo no início da humanidade: “Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta.”(Gênesis 4:4)

Em todos os grandes acontecimentos, os homens ofereciam sacrifícios a Deus:
Noé (Gênesis 8:20); Abraão (Gênesis 22:1); Moisés: (Êxodo 29:38 e Levítico).

O sacrifício é algo que faz parte da natureza humana. As pessoas fazem sacrifícios o tempo todo, quer para si mesmas ou para seus deuses, o que devemos observar é para quem estamos apresentando o nosso perfeito sacrifício e qual a nossa real intenção em apresentá-lo. É evidente que o sacrifício traz a resposta imediata, mas temos que entender que o sacrifício não pode ser apenas um meio de livramento ou uma petição para uma determinada situação, e sim também uma forma de obedecermos a voz de Deus e, sobretudo, adorarmos mediante a fé sacrifical que exige renúncia, e que estejamos desprovidos e despidos de toda condição humana.

Falar sobre sacrifício não é para qualquer um. A palavra sacrifício tem um peso muito grande e até mesmo assustador. Muitos líderes de igrejas levam o povo a sacrificar, através de campanhas e propósitos, mas sequer tocam na palavra sacrifício, pois muitos deles têm medo de perder seus adeptos dizimistas e ofertantes. Por isso, pregam contra a própria cruz, que é o maior significado do verdadeiro sacrifício incondicional e desinteressado, sabendo que atrairão para si os leigos desinformados, fracos e dependentes sempre de terceiros. Admiro a Igreja Universal e seu líder, bispo Edir Macedo, e faço parte deste grande exército universal, pois todos que o fazem têm experiências a respeito do sacrifício.

Todas as pessoas que chegaram à igreja nessa época, com a alma saturada, cheia de sofrimento e dor, lançaram-se de cabeça, isso porque estavam numa situação de vida ou morte e, porque não dizer, ao fio da espada, apresentaram a Deus seus sacrifícios seguidos de petição, adoração, gratidão por terem a certeza de que seriam atendidas. E o resultado a esse ato é óbvio: tiveram suas necessidades atendidas, mas, infelizmente, hoje, por estarem supridas, não enxergam a necessidade de sacrificar.

“A nossa alma está saturada do escárnio dos que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.” (Salmos 123:4)

A cada campanha de fé temos amadurecido no que significa para nós o sacrifício, assim como para cada homem do passado houve um significado diferente. Para uns, adoração, para outros, petição, para outros, agradecimento e para Abraão, obediência a Deus.

Devemos fazer uma pergunta a nós mesmos: “Para quem estou apresentando meu sacrifício? Para homens, para a instituição Igreja Universal do Reino de Deus ou verdadeiramente para Deus?”

Em suma: o sacrifício está no DNA daqueles que são nascidos de Deus.

“Quando oferecerdes sacrifício pacífico ao SENHOR, oferecê-lo-eis para que sejais aceitos.” (Levítico 19:5)

“Quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao SENHOR, quer em cumprimento de voto ou como oferta voluntária, do gado ou do rebanho, o animal deve ser sem defeito para ser aceitável. Nele, não haverá defeito nenhum.”(Levítico 22:21)

“Então, haverá um lugar que escolherá o SENHOR, vosso Deus, para ali fazer habitar o seu nome; a esse lugar fareis chegar tudo o que vos ordeno: os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e toda escolha dos vossos votos feitos ao SENHOR” (Deuteronômio 12:11)
A igreja do Senhor Jesus, infelizmente, está rachada ao meio. De um lado, um povo fraco e, do outro, um povo forte; de um lado, um povo vencedor e, do outro, um povo vencido. E isso porque de um lado temos um povo puro, mas covarde ao sacrifício e, do outro, um povo impuro, cheio de disposição para sacrificar. Quem dera tivéssemos um povo puro e cheio de disposição para sacrificar. Os testemunhos seriam inevitáveis.
“Todas as coisas são puras para os puros. Todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.” (Tito 1:15)

DIA 13 DE DEZEMBRO É O DIA DE ATENDERMOS AO QUE DEUS ESTÁ NOS PEDINDO EM TODOS OS ALTARES DA IGREJA UNIVERSAL, NO BRASIL E NO MUNDO.

NA FÉ,

Obreiro Marcos
Ribeirão Preto (SP)

24
nov2009

O Exemplo de Abraão

abraao

“Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque era ele único, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei.” (Isaías 51:2)

Por que Deus pede para que olhemos para Abraão? O que Ele quer nos mostrar? Se não houvesse algo importante, para que olhar para ele?

O que Deus quer nos mostrar é até que ponto Abraão chegou com a sua obediência, dando para Deus algo que não daria a ninguém devido a seu valor e importância: o próprio filho. Algo que era insubstituível.

Deus mostra um homem chegando ao limite de sua fé e Ele, a ponto de fazer um juramento, coloca-Se como garantia. (Gênesis 22.16)

Se a pessoa vir o que Abraão fez e fizer o mesmo, Deus fará em sua vida o que fez na vida de Abraão. A grandeza da fé de Abraão está na obediência.

Existem os que creem e os que não creem. Para quem olhar? OS QUE CREEM OLHAM PARA ABRAÃO.

Você crê que Deus pode mudar esta situação terrível que vive na família, no amor, na saúde ou na sua vida financeira? Então, use o seu Isaque e prove a Deus. E no altar você poderá dizer: “Deus, o Senhor já está me devendo porque eu também cheguei ao limite da minha fé!” E como Deus não pode ficar devendo nada a ninguém, VAI TER QUE ARREBENTAR!!!!

Deus abençoe abundantemente!

Bispo Romualdo Panceiro

22
nov2009

Fé, Revolta e Sacrifício

(Depoimento do bispo Marcelo Crivella sobre a fé do bispo Edir Macedo)

Fé, revolta e sacrifício são a essência da vida com Deus. Fé lembra o profeta Habacuque e sua época em que Jerusalém estava cercada por Nabucodonosor e a destruição era eminente. Seu livro tem apenas três capítulos e começa com uma pergunta: Por quê?

E quem de nós, pelo menos uma vez na vida, também não perguntou ‘por quê?’ Por que uma criança nasce com defeito? Por que um raio cai do céu e destrói a casa de um pobre? Por que uma bala perdida, numa comunidade carente, mata uma criança inocente? Por quê?

E Habucuque, em suas reflexões, no profundo do seu coração, cunhou uma sentença bela e estupenda que só podia vir de Deus: “O meu justo viverá pela sua fé.” Mais não se podia dizer.

Em um mundo injusto, com tantas desigualdades, só a fé é capaz de garantir a vida. Sem ela, somos atormentados por dúvidas e temores, hesitantes, um sal sem sabor; uma nuvem sem água, vagando pelos céus; uma onda do mar levada pelos ventos; um morto vivo.

Naturalmente, a fé causa uma revolta contra isso tudo e constrói com sacrifício a vitória derradeira. Esse caminho estreito e apertado foi o que Deus traçou para o surgimento da Igreja Universal.

O bispo Macedo quando jovem, frequentou uma igreja evangélica na zona sul do Rio de Janeiro, por cerca de 10 anos. Seu desejo era pregar, mas os líderes não viam nele qualquer virtude ou talento, qualquer expressão que chamasse a atenção. Nem sequer teve a oportunidade de servir como obreiro. Dez anos não são 10 dias. Outro teria desistido. Outro teria desanimado. Não ele. E a razão era a fé.

Movido pelo desejo de servir a Deus, ele e dois amigos foram para uma igreja no subúrbio. Eu era apenas um menino nessa ocasião, mas recordo que lá também o pastor fez a mesma avaliação. Passado algum tempo, consagrou os outros, mas não o bispo. Mais uma vez ele era colocado de lado, excluído, diminuído, enfrentava o preconceito, o desalento e a frustração. Outro teria desanimado. Outro teria, desistido.

Um dia, estava almoçando na casa da minha avó quando ele entrou. E me permita aqui quebrar, de leve, o protocolo para fazer uma pequena lembrança, uma honrosa menção àquela senhora extraordinária. Um inesquecível exemplo de renúncia, dedicação e amor.

O bispo vinha avisar que deixaria o emprego para pregar o Evangelho. Ele já era casado, tinha uma filha e a esposa estava grávida do segundo. Um gesto de fé extrema para quem era desacreditado por todos. Para uma família humilde como a nossa, um emprego público, como o dele, representava a garantia de uma vida livre do desemprego.

Minha avó apenas ponderou: “Não deixe de pagar o instituto, para garantir a aposentadoria quando envelhecer.”

Quando assisto essa orgia histérica dos insultos mais torpes, esse ódio neurótico, essa perseguição implacável, esse dilúvio de injúrias, infâmias e calúnias contra o bispo e a igreja, capazes que são de publicar, com a mais equivocada convicção, o maior dos enganos,  a tese tresloucada de que ele engendrou uma fórmula para explorar os pobres, lamento com profunda amargura. Certamente, não conhecem a Igreja Universal, quem somos, de onde viemos.

Pode ser que em alguma de nossas igrejas, seja no Brasil, na África, na Europa, na Ásia ou em qualquer parte do mundo, alguém, algum dia, tenha colocado sobre o altar um sacrifício tão grande quanto o dele, maior não. Ele ofereceu tudo que tinha, o próprio emprego sem qualquer garantia, sem qualquer esperança, senão por fé.

Passado 1 mês, nasceu sua segunda filha e fui pela manhã visitá-la no hospital do Iaserj. Ela havia nascido com lábio leporino e bebês assim, são magrinhos, com olheiras, com o rosto deformado. Uma ferida aberta na boca, sem uma parte dos lábios, com uma fenda no céu da boca, o que torna impossível  a amamentação, pois não conseguem fazer sucção, engasgam e padecem muito. Foram dias, meses, anos de um sofrimento atroz.

No caminho de volta, da praça da Cruz Vermelha até o Largo da Glória, caminhando ao longo da rua do Riachuelo, cada passo era uma lágrima. Como Habacuque, eu perguntava: por quê? Por que um homem pobre, mas dizimista fiel, no momento supremo da sua existência, quando resolve deixar seu emprego, seu sustento, seu ganha pão, para pregar a Palavra, recebe como prêmio um castigo e dos piores? Eu não sei se há dor maior do que um pai ir ao berçário de um hospital, apenas para ver, apenas para constatar que sua filha é a única enferma, a única ferida, frágil, sofrendo e chorando, enquanto as dos outros são tão bonitas.

E como sempre, nos momentos graves, minha família se reuniu na casa da minha avó. À tarde ele chegou. Estava, naturalmente, muito triste, mas disse duas coisas que guardei. A primeira: “Eu vou gostar mais dela do que da outra.”

A outra, a quem se referia, era sua primeira filha, uma criança muito formosa. Não creio ser possível gostar mais de um filho que do outro, mas havia um significado mais profundo naquela expressão. Era muito mais que um pai tentando compensar, proteger, extravasar sua dor.

Mais tarde, verifiquei que a essência daquelas palavras iria se refletir no surgimento e na atuação da Igreja Universal, que é decididamente vocacionada a gostar mais do que sofre, do aflito e do necessitado. E logo se começa a buscar as almas perdidas nas encruzilhadas, nas favelas, nos terreiros, nos manicômios, nas catacumbas dos vícios, na miséria das drogas, na falência dos lares destruídos. E salões, galpões, cinemas começam a encher com enfermos, pobres, desempregados, aflitos, endemoniados em busca de alívio e libertação. O povo que andava em trevas viu uma grande luz.

A segunda coisa que disse foi: “eu não vou ficar com raiva de Deus. Vou ficar com raiva do diabo. Agora mesmo é que eu vou invadir o inferno para resgatar as almas perdidas.”

Ali já não era mais um rapaz qualquer, obscuro e anônimo. Ali nascia um líder.  Nascia também um povo capaz de enfrentar os maiores desafios, as perseguições mais duras e virulentas. Um povo de fibra e força, que não recua, que não se agacha, que não foge da luta nem teme o sacrifício.  Um povo com o olhar cravado nas promessas de Deus para rasgar nos horizontes a perspectiva iluminada do seu destino, determinado, forjado, selado pela fé em Deus. E isso porque, no momento mais difícil, mais cruel, mais duro, um justo viveu pela sua fé!

A Igreja Universal não surgiu com a deliberação de uma assembléia de homens ilustres, ou de um conselho diretor ou de uma fundação de notáveis. Nem tão pouco foi subsidiada, patrocinada, bancada por recursos do Governo ou de um milionário caridoso. Essa igreja é a resposta simples, direta e fiel de um Deus que honra a fé, a revolta e o sacrifício.

A frase, “eu não vou ficar com raiva de Deus. Eu vou ficar com raiva do diabo”, marca a revolta da fé. Se ficasse com raiva de Deus, seria a rebelião. E o resultado, um oceano de fracasso, um Himalaia de frustração. Os rebeldes culpam a Deus pelos infortúnios da vida. A rebeldia tem formas distintas e sutis de se manifestar. Alguns rebeldes afrontam os mandamentos, desafiando a Deus com seus pecados e crimes. Outros manifestam uma indiferença fria e distante com as coisas de Deus, fazendo da própria vida um imenso desperdício de tempo e uma triste história de mediocridade. Há também os fariseus, que são os rebeldes de igreja, que conhecem a Palavra, mas não a pratica.

Abraão foi revoltado quando vagava no deserto, esperando a promessa que demorava a chegar. No entanto, nunca se rebelou. Moisés se revoltou com a escravidão do seu povo como Josué se revoltou quando na terra prometida encontrou muralhas e gigantes. Mas não foram rebeldes. Davi se revoltou contra as afrontas de Golias. Jó, o mais revoltado de todos, que no ápice do seu sofrimento amaldiçoou o dia em que nasceu, jamais se rebelou. Ele continua a ser, através dos tempos, o mais veemente exemplo do que um homem é capaz de suportar e vencer quando movido por sua fé.  E foi no seu sacrifício que Deus lhe restituiu sete vezes mais.

A vida do justo não é a vida do convento, do mosteiro no alto do monte, da santidade absoluta. É a vida da fé, das lutas do dia a dia na planície da vida. Com suas virtudes e defeitos, injustiçado e perseguido, como ovelha entre lobos, que às vezes chora, mas sabe que será consolado, que tem sede e fome de justiça e crê que será saciado. Gente simples e humilde com todas as veras da sua alma. Que põe a mão no arado e não olha para trás, custe o que custar, doa o que doer.  Que não se apequena, que não se acovarda. Filhos da fé, da revolta e do sacrifício.

21
nov2009

Pintura de Abraão

20
nov2009

Pacto com Deus

1

A vida, em toda a sua plenitude, só depende de parceria com Deus. Assim foi com Abraão. O Senhor o chamou e lhe deu uma ordem adicionada com sete promessas. Claro, ele não teve a visão do projeto Divino para sua vida no futuro. Mas acreditou e creu na Palavra. Sua obediência provou isto. A partir de então, ficou estabelecida a parceria com Deus.

Essa química de fé no relacionamento com o Criador é modelo para ser seguido por quem almeja uma vida de qualidade.

Muitos cristãos têm estado aptos a cobrar as promessas sem, no entanto, corresponder com a sua parte. Que sociedade sobrevive sem a participação efetiva dos sócios? Que casamento permanece sem o sacrifício dos dois?

Deus enviou Sua Palavra. Sua Palavra é Seu Espírito e retrata Sua honra e, sobretudo, Sua Divindade. Quem nela crê, isto é, sacrifica na sua obediência, estará cumprindo sua parte no acordo. Como resultado tem de haver retorno da parte de Deus.

8
nov2009

Vida Sentimental

Cheguei à Igreja no dia dos namorados, 12 de junho de 2004. Estava me sentindo completamente rejeitada e humilhada. Não era para menos. O meu namorado, na época, havia terminado o relacionamento comigo naquele dia.

Acredito que para a maioria das pessoas o dia dos namorados representa um dia de sonhos, expectativas, declarações, etc. Para mim também representaria se não fosse o término do meu relacionamento. Esse dia eu amaldiçoei.

Fiquei tão atordoada e magoada, que disse que nunca mais olharia para este dia com alegria. Para mim, nos próximos anos, na verdade, representaria tristeza e humilhação, por lembrar do tremendo “fora” que levei em pleno dia dos namorados.

Naquele ano, o dia 12 de junho caíra em um sábado. Resolvi, então, ir à Igreja Universal para participar da reunião Terapia do Amor. Estava muito deprimida. Mesmo assim, consegui ter forças para ir à igreja. Eu sabia que ali teria alguma resposta para tudo o que estava acontecendo comigo.

Ao começar a reunião, o pastor pediu para que todos os que estavam passando por algum problema sentimental fossem até a frente do altar. Fui sem hesitar. No momento da oração, senti fortemente que Deus estava me abraçando, isto é, me consolando. Foi nesse instante que disse a Deus que nunca mais eu iria querer saber de ter algum compromisso com alguma pessoa que não fosse com Ele.

No sábado seguinte, já estávamos na Fogueira Santa. Aos poucos, fui aprendendo sobre a campanha. Apesar de saber que havia sido trocada e rejeitada, tinha esperanças de que meu ex-namorado voltasse comigo, mesmo não servindo para mim.

Fiz meu sacrifício e meu pedido. Com o passar dos dias, não vi resposta alguma. Mas, ao invés de ficar triste ou ressentida com Deus, Lhe agradeci por não me conceder o que eu pedira. Ainda bem, só Ele sabia o que estava à minha espera. Seja de bom ou de ruim.

Continuei na perseverança. A essa altura já não nutria mais nenhum sentimento por aquele rapaz. Perseverei nas correntes, na evangelização e, principalmente, na fé. Foi quando chegou a Fogueira Santa seguinte.

Nesse momento, me sentindo mais madura espiritualmente, decidi deixar a cargo de Deus a minha bênção sentimental. Lembrei-me do que disse D. Ester, em uma pregação que fez na Catedral do Rio de Janeiro, cuja mensagem estava escrita na Folha Universal daquele ano. Ela disse que não era para nos preocuparmos com a aparência física do nosso (a) futuro (a) amado (a) e sim, que pedíssemos a Deus que Ele viesse preparar a pessoa certa para nós. E que essa pessoa, além de ter dentro de si a intenção de nos fazer feliz, que combinasse conosco.

Aí estava a solução que tanto procurava nas minhas orações. No dia do meu sacrifício, pedi a Deus exatamente isso que havia lido. Sacrifiquei e esperei convicta que receberia a minha resposta mais cedo ou mais tarde.

Veja o que aconteceu comigo: a Fogueira Santa acontecera em janeiro, naquele ano de 2005. Conheci um rapaz que sempre sentava perto de mim e nunca o percebera (e vice-versa), em fevereiro. Começamos a namorar alguns meses depois. E no dia 12 de junho de 2005, ou seja, exatamente 1 ano depois de chegar à Igreja, arrasada e para baixo, Deus ergueu minha cabeça, levantando-me para Sua obra. Deus me honrou tanto e foi tão bom comigo, que fez isso só para tornar aquele dia tão triste para mim, em um dia de muita felicidade. Um ano depois me casei e hoje sou muito feliz. Talvez não exista ninguém que combine tanto comigo como meu esposo.

Acredito realmente que quando nos sacrificamos e sacrificamos a Deus, Ele nos honra. Não importa o tempo, porque para o Dono do Universo, o tempo é o que menos importa. Sinceramente, não imaginava ser respondida na minha vida sentimental, logo no mês seguinte à Fogueira.

Talvez essa seja a razão de ter sido abençoada tão rapidamente: não estava esperando. Melhor dizendo, dentro de mim não havia espaço para ansiedade. Eu tinha absoluta certeza de que minha bênção viria. E isso me fazia feliz. Sabia que não seria, de nenhum modo, desamparada.

É isso o que Deus faz: quando não nos importamos em receber uma bênção, apesar de a desejarmos tanto, Deus nos dá bem rápido. Acredito que seja porque Ele não quer que nada tome o Seu lugar no nosso coração.

Na fé.

JAQUELINE CORREA

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