"Não escolhemos vir ao mundo, mas temos o direito de escolher onde viver a eternidade."
14
jun2011

Esposa de pastor

O restabelecimento da minha comunhão com Deus mudou meu casamento

Olá, Dona Ester

Escrevi para a senhora com o desejo de compartilhar meu testemunho e experiência de fé que tive com Deus, após casar e entrar para a obra.

Estou casada há 1 ano e 7 meses, durante os primeiros 8 meses vivi momentos horríveis no meu casamento. Frieza e indiferença do meu marido, um tratamento imaturo e insensível,  ele me desprezava em tudo e foram oito meses de muito choro e dor.

Sempre idealizei o casamento, com um homem de Deus no altar, como algo inabalável. Quando namorava com ele, e esse namoro durou 3 anos e meio, pensava que a nossa união seria estável desde o primeiro dia, pois os dois eram de Deus.

Contudo, fui surpreendida por esta situação, dei atenção total à dor que se formava dentro de mim, e isso desviou meu foco de agradar a Deus. Até recorria a Deus, mas não sabia o que fazer, nem que atitude tomar para reverter aquela situação.

Eu pensava: Como pode um homem que se mostrou tão respeitador durante o namoro, não me respeitar como esposa e tampouco demonstrar algum gesto de sentimento por mim? Me senti enganada até por Deus, pois sempre busquei n’Ele a pessoa certa, não casei sem Sua direção. E agora? Pensei assim porque estava longe d'Ele.

Na verdade, meu marido era e é um homem de Deus, e deveria também estar bem decepcionado comigo. Um dos meus maiores erros nesse período foi o de ter confiado em todas as pessoas que estavam ao meu redor, pois não precisava de 5 minutos de conversa e eu já estava contando meu problema.

Um dia pela manhã, após ter passado a noite chorando, pedi a Deus uma solução definitiva ou não suportaria aquilo por mais tempo. Teria uma reunião naquela quinta-feira para pastores e esposas, e pedi para Deus usar o bispo para falar com meu marido. Esperava que ele ouvisse o bispo, pois não ouvia a mim, que sempre o cobrava.

Para minha surpresa eu fui o alvo. O bispo falou de esposas que estavam até com depressão em outros países por não terem nascido de Deus. A senhora imagina o baque que eu tomei.

Pensei: Agora é que meu marido vai pensar que sou uma endemoninhada, pois não paro de chorar! Mas Deus estava ali atendendo o meu pedido de oração daquela manhã, pois estava me mostrando que eu era o problema.

Saí arrasada da reunião, mas algo diferente aconteceu. Na saída, meu marido não estava pior comigo, com mais repulsa, não! Ele estava com um olhar de carinho e compaixão.

O Espírito Santo deve ter tocado nele para me ajudar. Vi amor em seus olhos. Ele foi para a igreja e eu para casa. No caminho meditei e tomei uma decisão, eu mudaria e isso traria a mudança de tudo.

A primeira coisa que fiz foi restabelecer a comunhão com o meu 1º Marido, o Senhor Jesus, e mudar minhas atitudes. A partir daí as coisas não mudaram, ele ainda era imaturo e isso traria atitudes que iriam continuar me machucando, mas com uma diferença: eu estava preparada para amadurecer com ele, eu entendi que as minhas atitudes até aquele momento estavam só piorando minha imagem para o meu marido e, acima de tudo, desagradando ao Meu Senhor.

Depois que eu mudei, passei a ser uma esposa submissa, a respeitá-lo, pois como eu poderia querer seu respeito se ele se sentia enfrentado por mim quando eu mostrava minha razão?

Enfim, passei a realmente confiar em Deus quando deixei de esperar nos homens. Agora era eu e Deus para vencer essa situação. Me tornei uma pessoa de oração, já não recorria aos “ouvintes de meu lamento”, quando enfrentava uma nova situação recorria à oração e pedia a direção a Deus. Ao invés de discutir ou chorar, aprendi a hora e a maneira certa de falar com o meu marido, aprendi a depender de Deus e Ele passou a guiar-me, isso fez com que uma mudança interior se tornasse visível.

Meu marido já não era mais frio e indiferente, já não precisava mais mendigar seu carinho como antes. Ele passou a me dar sua vida em resposta da minha renúncia e entrega para ele.

Hoje sei o significado de sacrifício no casamento. Ele só acontece quando há o sacrifício da própria vida com Deus. Durante um tempo, esse sacrifício no casamento ficou sendo só da minha parte, mas Deus me honrou e hoje através da minha comunhão com Deus, em Tê-lo em primeiro lugar, diariamente, nas minhas orações, tudo eu posso.

Posso mudar até o ministério dele, pois meu marido, mesmo tendo 9 anos de obra,  fazia aquela reunião “leite”, só alimentava os novos e hoje através da oração, seu ministério deu um salto, até ele está muito mais aplicado em sua comunhão.

Seu trabalho tem sido abençoado a cada dia. Não sou mais estéril espiritualmente, os frutos estão nascendo. Existe a guerra do lado de fora, mas há paz interior,  e nossa união está chegando no delicioso purê.

Deus abençoe a senhora e ao bispo pelas orientações e também aos artigos da Dona Cristiane e Dona Viviane, que me orientam a cada semana.

Um carinhoso abraço.

(Foi um prazer ter conhecido a senhora mais de perto na última quinta-feira).

Elizélia Jardim


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