"Não escolhemos vir ao mundo, mas temos o direito de escolher onde viver a eternidade."
21
out2010

Destruição do Primeiro Templo

Planejado por Davi e construído por seu filho Salomão, o primeiro templo foi destruído pelo rei Nabucodonosor, que levou o povo judeu cativo para a Babilônia

Motivo de orgulho para povo de Israel até hoje, o Primeiro Templo, planejado pelo rei Davi e erguido por Salomão, seu filho, foi dilapidado, saqueado e destruído até em seus alicerces. Todo cuidado na construção, que contou com técnicas avançadas para a época, não valeram de nada no momento em que o povo de Deus se equivocou com relação à grandiosa obra, afastando-se do verdadeiro criador. A corrupção e a idolatria dos israelitas fizeram com que a Palavra de Deus não voltasse atrás, levando o povo judeu a ser derrotado pelos babilônios, sob o comando do rei Nabucodonosor, em 586 a.C.

No momento em que o próprio Templo passou a ser o centro das atenções, e não o Deus Todo Poderoso para quem ele havia sido erguido, não restou pedra sobre pedra dele e nem da cidade de Jerusalém. Mais uma vez, como no passado, os judeus eram subjugados por outra nação.

Segundo o arqueólogo Rodrigo Silva – encarregado do Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork –, naquela ocasião, criou-se o que ele chama de ‘burocracia religiosa/espiritual’. “Enquanto no Tabernáculo os fiéis conversavam diretamente com os sacerdotes, no grande Templo de Salomão as ofertas e sacrifícios passavam por várias pessoas até chegarem às autoridades eclesiásticas. O problema foi que o povo passou a idolatrar o santuário, que era apenas um símbolo, esquecendo-se do que ele realmente simbolizava”, explica.

Estudiosos acreditam que essa burocracia espiritual foi responsável pela produção de tanta idolatria. Muitos judeus, mesmo sabendo que o correto era levar seus sacrifícios até o Templo, preferiam prostrar-se diante de ídolos produzidos por mãos humanas, por estes estarem fisicamente mais perto deles.

Desde a ideia inicial da construção do Templo, Deus procurou demonstrar ao homem o que esperava dele. Isso pode ser observado no fato de Ele não ter permitido que o rei Davi construísse o grande santuário, segundo estudiosos, devido aos erros que ele havia cometido. “O senhor dos Exércitos queria que Davi entendesse que, mais do que habitar em um templo, Ele queria habitar no coração do homem. Isso mostra o quanto é preciso cuidado para que as coisas de Deus não tomem o lugar que Lhe pertence. Ele não divide Sua glória com ninguém”, ressalta o arqueólogo.

Silva acredita que a suntuosidade sem benção levou o povo à desgraça. “De certa forma, Deus permitiu que Nabucodonosor destruísse o Templo, para que os judeus entendessem as consequências de se desprezar a Sua Lei”, afirma.

A impressão que se tem é a de que passou a haver uma elitização do que antes era simples, diz o arqueólogo: “O Templo era muito suntuoso, mas tinha a mesma formação interna e divisões do Tabernáculo, que nunca fora destruído, mesmo tendo enfrentado os filisteus, os amonitas, amorreus, entre outros inimigos.”

A Arca da Aliança, elemento do Templo que nunca era aberto, e que chegou a ser raptado do Tabernáculo por algum tempo, desapareceu na ocasião da destruição. Dentro dela estavam as tábuas com os 10 mandamentos escritos pelo próprio Deus, entregues a Moisés.

Os judeus e o cativeiro na Babilônia

Após a destruição do Templo, os judeus foram levados cativos para a Babilônia. De acordo com Silva, a maioria deles ficou bem acomodada no cativeiro. Estrategicamente, os babilônios misturavam a população judia com outros povos, para que, dessa forma, a nação se enfraquecesse.

No cativeiro surgiram dois tipos básicos de judeus. Uma maioria, em tese, que havia deixado de ser judia, tornando-se cidadãos da grande Babilônia; e uma minoria que mantinha as tradições. O profeta Daniel fazia parte desse segundo grupo.

Quando a Babilônia foi destruída pelos persas, em 538 A.C., o rei Ciro subiu ao poder, permitindo que os judeus voltassem para Jerusalém. A questão é que somente alguns quiseram voltar. A maior parte decidiu permanecer onde estava, por não ter mais raízes com a terra natal.

Aqueles que não retornaram para Jerusalém se limitavam a mandar os dízimos para lá, indo visitar a Cidade Santa esporadicamente, quando eram realizadas festas religiosas. Em virtude disso, surgiram duas vertentes de judeus: os liberais e os conservadores.

Na ausência do Templo, os judeus conservadores criaram as sinagogas, que existem até os dias de hoje. Nesses locais, que não têm os mesmos aspectos do grande santuário ou do Tabernáculo, são realizadas apenas algumas cerimônias religiosas. No entanto, os judeus não oferecem sacrifícios ali, pois entendem que isso só pode ser feito no Templo.

Quando destruiu o Primeiro Templo, O rei Nabucodonosor levou para a Babilônia todos os despojos, incluindo os elementos sagrados. Alguns judeus acreditam que todos esses objetos foram refeitos no momento em que foi erguido o segundo Templo, sob o comando de Zorobabel. Outros afirmam que quando os persas autorizaram o retorno dos israelitas para Jerusalém, eles também devolveram esses despojos. Nenhuma dessas teses, entretanto, foi comprovada.

Veja também:

- Templo de Salomão
-
Tabernáculos, a Arca e o desejo de Davi de construir o Templo
- Reunião de Lançamento da Pedra Fundamental
- Milagre do Templo
- Judeus e cristãos unidos na construção do Templo
- O Templo
- Notícia da construção repercute pelo mundo
- Projeto do Templo da IURD
- Suor, sangue e lágrimas
- Lançamento da pedra fundamental do Templo - Fotos


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